A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 26/07/2020

Valorização da Mulher no Esporte como Forma de Combater Preconceitos

A figura feminina é mais inserida no atletismo a cada dia que passa. Evidente que com todos os anos de restrição da mulher ao espaço doméstico, mesmo na atual contemporaneidade, setores tradicionais da sociedade ainda não as aceitaram. Isso aliado às problemáticas de desigualdade salarial, machismo e violência, tornaram-se uma grande empecilho para a ascensão da mulher na sociedade. Cabe uma análise da participação feminina nos esportes e os benefícios de sua valorização.

Em primeiro plano, é preciso desvencilhar o senso comum que associa o ofuscamento do atletismo feminino às diferenças biológicas entre os sexos. Embora os homens geralmente possuam mais agilidade, força e velocidade, quando se averígua os esportes mais populares como vólei, futebol e handebol, percebe-se que a estratégia e o trabalho em equipe são mais decisivos para uma boa performance do que as habilidades físicas. Não obstante, uma pesquisa apresentada pelo Journal of Sports Science and Medicine, revela que, desde a década de 90, os recordes das modalidades feminina e masculina têm aumentado em proporções semelhantes em corrida, natação e outros esportes. Conclui-se que a única coisa que impede a performance igual dos desportistas homens e mulheres , é o tempo de atuação histórico de ambos os sexos nos esportes.

Todavia, a valorização do esporte feminino não é um fim em si mesmo, serve também ao propósito de reduzir machismos e preconceitos. Ao observar os desempenhos das mulheres nos esportes, os homens tendem a vê-las como mais que objetos sexuais. Conclui-se que tendo o Brasil mais de 60 mil casos de violência sexual por ano, apoiar mulheres nos esportes é vital para diminuição da violência contra elas.

Por isso, dado o exposto pretérito, a participação feminina nos esportes precisa ser valorizada, instituições esportivas bem como o governo devem trabalhar juntos para isso. O Estado, através de um programa de financiamento, pode custear os treinos de atletas femininas, enquanto isso, as instituições esportistas devem criar mais campeonatos e competições para essas. Estes, televisionados, serão apresentados aos brasileiros e os estimularão a admirar mulheres pelas conquistas e habilidades. Com tal projeto em vigor, espera-se que tanto os crimes contra a mulher quanto o preconceito em sua inserção nos esportes e mercado de trabalho  diminuirão. Só assim, a sociedade brasileira verá ambos os sexos com igualdade.