A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 26/07/2020
É de conhecimento geral o fato de que a sociedade, em todos os seus âmbitos, possui uma natureza machista. Tal afirmação pode ser comprovada a partir da percepção das dificuldades das mulheres em atuarem ou serem reconhecidas em suas carreiras, um bom exemplo disto é a valorização das mesmas dentro do esporte brasileiro, em que as atletas têm sua relevância reduzida e muitas vezes até esquecida, em contrapartida, o esporte masculino recebe todos os holofotes. Esta realidade acaba por contrariar o princípio de iguadade civíl entre ambos os sexos, garantida na Constituição Federal de 1988.
A proibição do esporte feminino não é algo recente, ainda durante a antiguidade clássica, as olimpíadas, importante evento em todo o mundo grego, só podiam ser praticadas por homens, que recebiam toda a glória. Esta situação acabaria por permanecer em boa parte da história mediante argumentos irracionais como “a incompatibilidade do esporte com a natureza feminina”, já que as mulheres “deveriam manter-se na vida privada, longe das atenções”. Graças a tais elementos, a permissão da prática esportiva feminina só viria a ser garantida no Brasil no final da década de 70.
Felizmente, essa situação vem mudando graças a leis que obrigam clubes esportivos a terem times compostos por mulheres e a realizarem competições entre essas equipes. Recentemente, a Copa do Mundo Feminina de Futebol foi transmitida em Televisão aberta, fato que, juntamente com as já presentes transmissões de volei feminino, garantiu um aumento da visibilidade das atletas brasileiras.
Conclui-se que, para garantir o princípio jurídico de iguadade civíl para ambos os sexos contido na Constituição de 88, é necessário que o governo federal, em parceria com governos estaduais e municipais e aparelhos midiáticos, estimule a participação feminina em esportes desde a infância em aulas de educação física e a realização de torneios locais específicos para a categoria, além da contínua promoção do esporte profissional em redes de televisão e rádio.