A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

Uma trajetória de preconceito

Os Jogos Olímpicos foram criados, em 776 a.C, com o intuito de homenagear os deuses e de promover amizade e integração entre os povos, na verdade, entre os homens. Mesmo após muitos anos, e com a quebra de alguns preconceitos, as mulheres ainda são menos metade dos participantes dos Jogos e isso ficou evidente na Olimpíada, sediada no Brasil em 2016, quando a participação feminina atingiu esse marco histórico. Por essa razão, o preconceito e a falta de incentivo do gênero feminino no esporte mostram a necessidade da valorização e inclusão de mulheres no esporte, uma vez que o esporte é uma ferramente poderosa para atingir a igualdade de gênero.

A priori, a presença de mulheres no esporte põe fim em preconceitos. O Brasil é uma sociedade patriarcal, e é possível observar o machismo até os dias atuais na idealização de que mulheres possuem funções pré definidas pelo seu gênero. O pensamento de que atividades esportivas são exclusivamente masculinas pode ser mudado com a inclusão de mulheres no esporte, uma vez que a ação de mulheres nessas atividades representa que não existe lugar definido apenas pelo gênero. A jogadora Marta é um grande exemplo disso, pois ela provou que mesmo sendo mulher é capaz de jogar com maestria e ser a melhor jogadora de futebol do mundo.

Além disso, o esporte feminino mostra mulheres reais a sociedade. Há anos a mídia brasileira estipula padrões inalcançáveis a serem seguidos, seja na conduta ou no estilo de vida, para as mulheres se tornarem mulheres verdadeiras. Com a inclusão de mulheres no esporte, o ideal de estética e de comportamento feminino serão transformados, visto que a jogadora será uma mulher real: com corpos e emoções verdadeiras. E por esse motivo, a representatividade de mulheres reais no esporte colocará  fim na objetificação feminina e iniciará o hábito de humanizar o olhar a mulher.

Diante dos fatos expostos, é possível concluir que a valorização do esporte feminino no Brasil é uma grande ferramenta para tornar a sociedade menos machista e mais inclusiva para as gerações futuras. Para que isso ocorra, é de suma importância que o Ministério da Cidadania viabilize, nos centros esportivos de todas as cidades brasileiras, investimentos e treinos esportivos para meninas e mulheres, assegurando que o esporte seja inclusivo -aceitando mulheres transexuais, de baixa renda e de pouca escolaridade- com a finalidade de que o esporte feminino auxilie na igualdade entre os gêneros e evidencie as mulheres reais do Brasil. Somente dessa maneira, o preconceito que existe sobre as mulheres no esporte terá fim e as gerações futuras de mulheres irão lutar apenas pela posse de bola e não pela oportunidade de entrar no jogo.