A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 26/07/2020
O Patriarcalismo, marcado pela figura do homem como chefe da família, teve o seu auge com o povo Hebreu, na Mesopotâmia. Todavia, hoje, vive-se os resquícios desta sociedade, sobretudo, no âmbito do esporte feminino no Brasil diante da sua valorização. Nesse contexto, convém analisar possíveis causas, consequências e medidas acerca deste cenário.
A priori, é lícito afirmar que, o esporte feminino no Brasil não é valorizado por razões históricas. Segundo postulou Isaac Newton, a divisão entre passado, presente e futuro é uma mera ilusão, uma vez que, o tempo está interligado. Deste modo, ideologias que marcaram a exclusão feminina no Brasil, como o direito ao voto, determinação de cargos profissionais, diferença salarial quanto ao gênero, são exemplos de como eventos passados afetam o presente, uma vez que, ainda estão ativos atualmente. Logo, o esporte feminino no Brasil sofre consequências do passado, e, entender a sua herança histórica poderá contribuir para a evolução humana.
Além disso, as mudanças ocorrem lentamente. Segundo dados do Observatório da discriminação racial no futebol, site responsável por divulgar injustiças, a participação das mulheres em jogos olímpicos cresceu apenas trinta por cento em cinco décadas, extremamente pouco em meio século. Nesse sentido, diante do artigo 54 do Decreto-lei 3199, de abril de 1941, que proibia por lei a prática do esporte feminino no Brasil, convém ponderar que o futebol masculino já crescia exponencialmente em seu reconhecimento na época. Assim, o atraso histórico também corrobora o atual cenário de desvalorização.
Portanto, a fim de atenuar a desvalorização do esporte feminino no Brasil, cabe ao Estado intervir, por meio do incentivo às categorias de base femininas, com a criação de projetos sociais, principalmente em comunidades carentes por conta da concentração da população nestas áreas e da falta de acesso, ao contar com a participação de uma equipe de acadêmicos, Educadores físicos, Fisioterapeutas, Psicólogos, e Médicos com afinidade pela área esportiva, com o intuito de propor equidade e também excelência no sucesso destas crianças que poderão ser atletas profissionais. Logo, o engajamento do Estado fomenta a participação social em prol de um futuro sem desigualdades.