A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 26/07/2020
São inúmeros os benefícios que o esporte proporciona à saúde mental, no entanto, muito mais que um lazer, o esporte tem proporções imensas quando se trata da cultura e economia atuais. Observando tal cenário, fica evidente a desigualdade entre homens e mulheres no acesso e valorização de tais práticas, essa é uma lamentável consequência do pensamento patriarcal arraigado na cultura brasileira.
É fundamental perceber, a princípio, que a mídia reforça constantemente padrões machistas, que associados a uma cultura misógina já existente, alicerça uma desigualdade explícita quando se trata de atletas do time feminino e masculino do mesmo esporte. Isso ocorre de forma escancarada, uma vez que, um jogo do time masculino gera milhares de espectadores, em horário nobre de exibição, e um jogo feminino só é transmitido em canais esportivos da rede privada de televisão. Um machismo velado, presente em todas as quartas-feiras dos brasileiros.
Além disso, é imprescindível observar que a maioria dos preconceitos acerca do tema são gerados na infância. Historicamente, homens e mulheres são separados para se dedicar à tarefas específicas de cada gênero, na Grécia Antiga, por exemplo, homens e mulheres só estudavam juntos ate os 15 anos, a partir dessa idade, homens estudavam política e oratória enquanto mulheres se dedicavam a atividades do lar como costura e culinária. Tal realidade ainda está presente na sociedade atual quando em casa meninas brincam com fogões e meninos com bolas de futebol.
Tendo em vista as questões supracitadas, fica evidente a desvalorização do esporte feminino na atualidade. Com isso, se faz necessário o incentivo da prática de esportes para crianças de forma igualitária, tanto dos pais quanto das escolas de níveis fundamentais de ensino, com jogos de times femininos e campeonatos mistos de diversos esportes. Tal comportamento faz com que finalmente os pensamentos preconceituosos a respeito dos esportes sejam sanados desde cedo.