A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 29/07/2020
O mesmo Brasil que é reconhecido mundialmente como “o país do futebol” , tem nessa marca um retrato da desigualdade de gênero. Em 1941, durante a Era Vargas, chegou a ser lei: mulheres estavam proibidas de jogar futebol. Apesar de que nos dias atuais a segregação foi estreitada, graças aos movimentos das mulheres e a inclusão de leis que promovem maior igualdade no esporte, ter nascido no gênero feminino ainda implica em barreiras na vivência esportiva desde o período escolar. Dessa forma, o esporte ainda oprimi e afasta as meninas dessa prática de saúde física e mental e, acaba por ser mais um meio de supressão do sucesso feminino.
Como efeito da liberação da simples prática de jogar futebol em 1979, em sequência iniciou uma nova etapa de resistência das mulheres, que se faz necessária até o presente. A cultura classifica o esporte como masculino e o preconceito, atrasa mulheres que tentam quebrar esse paradigma. O esporte mais do que lazer é também sinônimo de saúde e longevidade e, a educação física nas escolas públicas tem o papel de inserir o exercício no cotidiano de grande parte das crianças. Contudo, frequentemente esse espaço acaba reproduzindo o senso comum e privilegiando os meninos com a escolha do esporte e a atenção do professor, por exemplo. Infelizmente, a rotina se baseia no mito da supremacia masculina. Em conformidade ao que foi dito, uma pesquisa realizada pela marca de absorventes, Always apontou que 72% das meninas sentem que a sociedade as limita.
Como resultado, na vida adulta a questão de gênero e esporte é grave. Conforme a fonte citada anteriormente, metade das meninas acabam desistindo das práticas ainda na puberdade e, para aquelas que não desistem, surgem outras questões. Fato é que, existem poucos espaços e poucos grupos de esportes coletivos para mulheres, e estes normalmente estão concentrados em centros. Isso impede que muitas persistam. Como se pode ver entre as atletas profissionais, o trabalho é marcado pelo velho problema: desigualdade. Para ilustrar, a copa do mundo masculina rende um prêmio de cerca de 38 milhões de dólares ao vencedor, enquanto que na feminina são apenas 4 milhões.
Em síntese, a luta das mulheres dentro do esporte continua. Os avanços ocorridos esbarram no medo sistêmico da desafeição da cultura patriarcal. Ainda que Marta seja a maior artilheira da seleção brasileira agênero de futebol, pouco destaque na mídia é dado quando em comparação a qualquer nome masculino. Portanto, é necessário que emissoras de TV, contribuam exibindo mais ligas femininas, impulsionando patrocinadores. Esses devem oferecer prêmios iguais e oportunidades concordantes. Ainda, professores e escolas devem manter planos de educação física que rompam com o habitual. Tais ações servem de estímulo para a generalização do esporte valioso no Brasil.