A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 26/07/2020
Na obra Utopia, do filósofo e escritor Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, onde o corpo social padroniza-se pela ausência de qualquer tipo de problema. Porem o que se aplica no mundo contemporâneo se difere-se dessa obra, pois as mulheres lutam cada dia mais para que haja a valorização das suas conquistas tanto no âmbito esportivo, quando em qualquer outro. Nesse contexto, faz-se de fulcral importância o levantamento e discussão dos fatores que contribuem para que haja essa desvalorização.
Indubitavelmente, um dos fatores que favorecem a falta de valorização do esporte feminino no Brasil é o machismo enraizado, ele a afeta de forma aguda e expressiva, tendo em vista que esportes não são de natureza feminina, uma visão deturpada e patriarcal do que cabe a cada gênero. Ademais, a falta de visibilidade por parte da mídia por não televisionar todos os jogos esportivos femininos, é outro fator que fortalece esse quadro, a representatividade é importante, ver mulheres nos lugares onde o patriarcado fala que não ás cabem também é, tornando-as espelho para outras e isso faz com que cada vez mais tenham outras mulheres ocupando esses postos. Segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol a participação dos homens nos jogos olímpicos em 1960 somavam 89% dos atletas, em 2016 eles eram 55%, mostrando que o esporte feminino vem cada vez mais se fortalecendo e ocupando seu espaço.
Diante do exposto, faz-se necessária uma intervenção com o intuito de amenizar tais gargalos. Portanto, cabe as organizações esportivas como a CBF e a mídia brasileira agirem por meio de políticas midiáticas como propagandas, televisionamento dos jogos esportivos femininos, a fim de visibilizá-los, e eventualmente desconstruir todo um legado machista que reduz as mulheres a incapacitadas ou menos merecedoras, com o proposito de valorizá-las e torná-las respeitadas. Com tais implementações, o problema poderá ser uma mazela passada na história brasileira.