A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
As mulheres passaram, por muitas áreas da vida, a dificuldade de ascenderem em determinada atividade somente por serem do sexo feminino. Essa disparidade também foi notória na seara esportiva, na qual, durante muitas competições, elas eram vetadas, não somente de participar das práticas, como também de assisti-las. Nesse contexto, a valorização do esporte feminino ainda é banalizada nos dias atuais, muito embora já tenha ocorrido maior inserção das mulheres naquele, essa evolução acontece de forma muito vagarosa, questão que lesa o direito à igualdade de gênero.
Sob essa perspectiva, o filme ganhador de Oscar ‘‘Menina de Ouro" mostra tal preconceito ainda existente acerca das mulheres no esporte, principalmente práticas com maior contato corporal, ao retratar a dificuldade de uma mulher conseguir apoio de um treinador. Nesse sentido, assim como mostrado em tal sétima arte, o estímulo às meninas, desde jovens, é raso, ademais falta oportunidade, desde as aulas básicas de educação física no ensino fundamental, de ensinarem e aperfeiçoarem suas práticas desportivas e o trabalho em equipe, enquanto aos meninos essas habilidades são impulsionadas desde cedo.
Além disso, a valorização do esporte feminino é um avanço no que tange a adoção, por parte do Brasil, de uma política de saúde preventiva e ações de longevidade. Isto porque a prática de exercícios de forma diária é uma das principais ferramentas para uma vida de qualidade, tendo em vista que além dela melhorar o metabolismo do cidadão, ela também estimula hormônios e neurotransmissores que resultam em sentimento de prazer e felicidade, diminuindo assim os problemas de saúde mental das mulheres.
Dessa forma, o Ministério da saúde, juntamente com o Ministério da educação, deve elaborar dinâmicas que mostrem as meninas os efeitos positivos que o esporte traz para saúde e mente feminina, como também aumentar o investimento na inserção delas nos esportes profissionais,como forma de incentivo.