A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
No episódio “A Grande Final” do desenho “A Turma da Mônica”, Cascão machuca o pé e não consegue participar do torneio de futebol, portanto, Mônica é colocada como substituta, mas disfarçada, fingindo ser um menino. Enquanto isso, a equipe rival, ao descobrir, alega que futebol é coisa de menino, mas também possuíam uma menina disfarçada na equipe. No final, a juíza do jogo declara que o esporte pode ser jogado por qualquer um e as duas meninas decidem montar uma equipe somente delas. Nessa conjunta, o desenho dialoga com a realidade, mostrando o tabu existente no Brasil sobre esportes serem específicos para o público feminino ou masculino, junto com o fato de a cultura e escolas não incentivá-las nos esportes e ao preconceito.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que ao longo da história do Brasil, o acesso aos esportes por mulheres já foi proibido por lei, como por exemplo, em 1965 foi feito um decreto dizendo que não era permitida a participação de mulheres em alguns esportes como: lutas, futebol, baseball, pólo e hugby. Nesse contexto, atualmente, a lei não está mais em rigor, mas é possível notar as consequências deixadas por ela na sociedade como: de acordo com dados divulgados pelo PNUD, na cidade de Campinas, em projetos sociais relacionados ao esporte, somente dezesseis por cento dos inscritos são mulheres. Em outras palavras, a partir desses dados, fica nítida a desigualdade ocasionada pela falta de políticas públicas para maior incentivo e permitir maior igualdade de acesso.
Em acréscimo, ultimamente, a mídia tenta dar uma maior visibilidade para o esporte feminino fazendo as transmissões de jogos como os de basquete ou vôlei, porém o preconceito devido ao gênero continua presente. Por exemplo: a jogadora de futebol, Marta, apesar de ser considerada uma das maiores artilheiras da Seleção brasileira, ultrapassando Pelé, não possui a mesma quantidade de patrocínios que os homens, confirmando que falta, principalmente, a divulgação.
Por fim, urge que o Ministério do Esporte, desenvolva projetos que estimulem a prática de qualquer tipo de desporte por mulheres (principalmente dentre as crianças e jovens), em parceira com emissoras de televisão e grandes influenciares da internet, com o intuito de aumentar a divulgação do mesmo e alcançar o maior número possível de pessoas e combater desde cedo os tabus relacionados aos esportes femininos. Assim sendo, dessa forma, será possível chegar cada vez mais perto da igualdade de gênero dentro do universo esportivo.