A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 27/07/2020
No filme “Ela é o Cara”, é contada a história de uma jovem que tem seu sonho de ser jogadora de futebol interrompido pela extinção de seu time. Com isso, a mesma decide passar por seu irmão no time masculino, tornando-se um grande destaque na competição, o que demonstra o quão longe ela iria caso seu time ainda existisse. Sob essa mesma ótica, pode-se observar a relação do Brasil com a jogadora Marta, eleita diversas vezes como a melhor do mundo, entretanto, sua condição feminina não permite que seja tão valorizada como Pelé e Neymar, por exemplo.
Em primeira análise, é possível mencionar a questão da rentabilidade dos times femininos em comparação com os masculinos, que é totalmente desigual. De certo, isso tem relação com a falta de publicidade das partidas. Enquanto os campeonatos masculinos lotam estádios desde o início, os femininos só conseguem torcida em disputas finais. Assim, explicita-se a desvalorização das mulheres no esporte quando as grandes emissoras só divulgam times compostos por homens.
Paralelo a isso, vale também ressaltar a falta de políticas públicas de incentivo ao esporte feminino, visto que a sociedade busca motivar apenas homens. Outrossim, as meninas brasileiras são constantemente desmotivadas por frases como: “isso não é coisa de menina!”, quando, na realidade, não há comprovações científicas de que os esportes não possam ser praticados com maestria pelas mulheres.
Em virtude dos fatos supracitados, faz-se necessária, por parte do Ministério da Cidadania em parceria com as prefeituras, a criação de escolas de esportes que tenham um sistema de cotas para meninas. Ademais, as crianças devem ser convocadas por suas escolas regulares, tornando facilitado o acesso ao projeto. Essa dinâmica será essencial para que as mulheres sejam incentivadas ao esporte desde a infância, fortalecendo a equidade de gênero. Dessa forma, espera-se que o esporte feminino tenha mais visibilidade e valorização no Brasil.