A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/07/2020

A Declaração dos direitos dos homens e cidadãos, durante a Revolução Francesa, garantiu a igualdade jurídica, liberdade e tolerância entre os homens, excluindo as mulheres da vida política e social, pelo qual o gênero feminino estava exclusivamente voltado para o ambiente doméstico e,  obviamente, impossibilitada da prática de qualquer tipo de esporte. Nesse contexto, não tão distante, encontra-se o Brasil, em que a exclusão e a desvalorização das mulheres no ambiente esportivo é algo  presente no país o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.

Inicialmente, a Constituição Cidadã de 1988 garante a igualdade de gênero em qualquer tipo de atividade social, todavia, o poder executivo não cumpre com essa obrigação constitucional. Segundo Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, porém, esse ideal filosófico encontra-se deturbado no Brasil à medida que o ínfimo investimento do governo em medidas que possa ampliar a participação feminina nos diversos tipos de esportes e a falta de  políticas como: investimento estrutural, patrocínios e reconhecimento do governo é presente no Brasil, tendo como consequência o ostracismo da mulher no esporte

Além disso, o preconceito da sociedade em relação ao sexo feminino em qualquer tipo de atividade social fora do ambiente doméstico é uma construção histórica no Brasil que perpetua até os dias atuais. Durante o século XIX, vários estudos científicos embasados em preconceitos raciais e de gêneros tentavam provar a superioridade do homem branco, acreditavam que as mulheres eram incapazes da prática esportiva, principalmente no futebol, uma vez que o corpo feminino não possuía força física, habilidade e hormônios que pudesse garantir o desempenho desejado no esporte. Assim, mesmo que atualmente esses estudos foram refutados o preconceito e a desvalorização da mulher no mundo esportivo continua presente, sendo desconstruído a cada dia.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto que possa ser desenvolvido nas escolas, por meio de palestras, apresentações e atividades sobre a importância do esporte feminino e suas conquistas, além de informações e matérias que possa ser propagada na mídia sobre a desigualdade de gênero no esporte. - uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador- a fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral - por conseguinte - conscientizem-se. Espera-se, com isso, que a prática esportiva seja um ambiente que reflita os ideias de liberdade, igualde e fraternidade, defendido na Revolução Francesa.