A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 28/07/2020

Em 1941, época liderada por Getúlio Vargas, um decreto foi criado, no qual era proibida a participação, por mulheres, em alguns esportes considerados “masculinos”, como o futebol. Anos se passaram e muitos direitos foram conquistados pelas mulheres, incluindo a prática de qualquer esporte. Ainda assim, com um sistema patriarcal, cujo machismo foi impregnado na sociedade brasileira por décadas, ainda há como consequência  a desvalorização da mulher no cenário esportivo.

Primeiramente, é necessário que os brasileiros tenham a percepção de que durante muito tempo foi empregado um padrão familiar. Tal padrão dava poder para a figura masculina da família, que liderava nas demais funções políticas, econômicas, sociais, criando uma cultura machista que associa a feminilidade com fragilidade e vulnerabilidade. Dessa forma, ainda que haja a luta por direitos iguais nos demais âmbitos, no esporte nota-se visível a exclusão e a falta de reconhecimento da figura feminina. É notório, se compararmos a festa preparada por brasileiros quando a copa do mundo é masculina ou feminina, a última quase sempre despercebida.

Além disso, o estigma criado pelo machismo faz com que muitos acreditem nas condições de natureza. Dessa maneira, se torna algo complicado, injusto e até constrangedor, mulheres precisarem provar que são capazes de praticar o esporte que quiserem, seja ele o boxe, o futebol, o basquete, entre outras milhares de atividades que sempre foram dominadas pelo sexo masculino. Com isso, muitas se sentem desencorajadas a buscar o esporte como profissão, deixando de lado muitas vezes um grande talento por falta de oportunidade e preconceito.

Contudo, é clara a falta de incentivo e investimento quando se trata do cenário feminino no esporte. O Ministério da Educação em parceria com empresas privadas, como clubes, podem promover bolsas com as seguintes atividades : futebol, natação, vôlei, dentre outras, oferecendo apoio tanto na locomoção como na alimentação, dando visibilidade para que as jovens compreendam seus direitos e se sintam inspiradas.