A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
As Olimpíadas surgiram na Grécia Antiga, em que apenas os homens podiam participar, em contrapartida, as mulheres não podiam nem assistir. Hodiernamente, apesar da Constituição Federal, no artigo 217, assegurar o direito de todos ao esporte e lazer, a participação feminina no âmbito esportivo ainda é bastante inferior. Nesse sentido, a cultura patriarcal vigente no Brasil dificulta a valorização adequada das atletas.
Em primeira instância, a discriminação contra as mulheres é fruto de uma sociedade que diferencia a educação dos meninos e das meninas. Conforme o filósofo francês Michel Foucault, é necessário esclarecer os indivíduos de que estes são livres para destruir temas errôneos fabricados em momentos históricos específicos. Sob esse viés, a cultura grega antiga, influenciou a instrução das meninas, desde infância, para atividades domésticas, o que evidencia a falta de incentivo social no engajamento feminino esportivo, já que este demanda tempo integral de treinamento e dedicação. Assim, seguindo as palavras de Foucault, é imprescindível que a sociedade contemporânea rompa com a ideia retrógrada de desigualdade de gênero.
Por conseguinte, as mulheres que lutam para conquistarem espaço no esporte não recebem a visibilidade que merecem. Em 2019, houve a oitava edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino, entretanto foi a primeira vez que a Globo - maior emissora de TV aberta do Brasil - transmitiu os jogos. Dessa forma, sem o reconhecimento dos meios de comunicação, a oferta de patrocinadores é reduzida visto que a visibilidade do esporte feminino é baixa entre a população. Logo, é fundamental a ampliação da divulgação midiática das esportistas.
Em suma, o direito constitucional deve ser garantido pelo Estado. Portanto, a fim de vencer a marginalização das mulheres nas práticas esportivas, cabe ao Ministério da Educação promover atividades nas escolas que integrem ambos os sexos - a partir dos 10 anos de idade -, por meio das aulas de educação física. Além disso, os alunos do ensino médio devem estudar, na matéria de sociologia e educação física, o papel do esporte para a ascensão feminina na sociedade. Ademais, os canais televisivos devem transmitir ao público jogos femininos, tanto campeonatos estaduais quanto nacionais e mundiais. Somente assim, o esporte feminino será finalmente valorizado como merecido.