A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 27/07/2020

A Revolução Francesa, iniciada em meados do século XVIII, foi um passo importante para a busca pelos ideais de igualdade, da equidade de gênero e dos direitos universais. No entanto, apesar desses avanços constitucionais, é visto que a valorização do esporte feminino ainda não foi concretizada no Brasil. Nesse sentido, é válido ressaltar que tal problemática persiste por conta da cultura patriarcal e machista, a qual submete os direitos das mulheres e que, por conta disso, compromete as conquistas esportivas e o sucesso profissional dessa minoria.

Em primeiro plano, é importante salientar que a sociedade brasileira menospreza a força de trabalho feminina. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os homens recebem um salário cerca de 20% maior que as mulheres para desempenhar a mesma função no trabalho - característica típica de um modelo patriarcal. Diante disso, é evidente que as garantias desse corpo social não são respeitadas, o que é inaceitável, pois isso reflete nos esportes, uma vez que não permite a manutenção da carreira profissional, por falta de renda e incentivo.

Ademais, a falta de investimentos e apoio social, gerada por essa realidade, diminuem as expectativas para essa parcela da população. Nesse aspecto, vale analisar que a Seleção Brasileira de Futebol masculina é pentacampeã mundial, já participou de inúmeras competições e é patrocinada por grandes marcas, como a Nike, enquanto a equipe feminina ainda busca pela primeira conquista. Desse modo, a demarcada desvalorização do esporte feminino resulta na clara dificuldade de obter títulos de reconhecimento e suporte para o futuro dessas atletas, o que é inadmissível para alcançar a igualdade.

Destarte, medidas são necessárias para reverter esse impasse e democratizar o esporte brasileiro. Assim, o Governo Federal, por meio do Ministério do Esporte, e em parceria com o Ministério da Educação (MEC), deve criar um projeto de socialização esportiva nas escolas, com financiamento e fornecimento de equipamentos para as práticas esportivas, que incentivem a participação das meninas nas diversas modalidades, por intermédio das aulas semanais de educação física. Sendo assim, o intuito dessa medida é garantir o interesse por essa minoria de entrar no mundo esportivo, além de fornecer as condições necessárias para a ascensão profissional. Consequentemente, o Brasil promoverá completamente os ideais de igualdade previstos na Revolução Francesa.