A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 28/07/2020
A desvalorização do esporte feminino no mundo não é uma invenção atual. Em Atenas, por exemplo, as mulheres eram proibidas de participar tanto ativamente como passivamente dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, pois de acordo com os homens não possuíam as qualidades físicas inerentes ao sexo masculino. Atualmente, as mulheres não são impedidas de praticar esportes, no entanto o esporte feminino sempre teve pouco incentivo financeiro, embora o apoio social venha aumentando.
Na Grécia antiga, pessoas do sexo feminino eram privadas de cidadania, sendo proibidas de assistir e participar de esportes, sob pena de morte. A elas, então, restava o direito de dedicarem-se à vida doméstica e serem mães de cidadãos gregos. Atualmente essa situação é diferente no mundo todo, ou seja, agora as mulheres podem competir, porém não possuem o mesmo incentivo que os homens, mesmo que tenham inúmeros resultados positivos em diversas modalidades. Essa é uma questão enraizada na sociedade brasileira e é difícil prever quando ambos os circuitos serão encarados de forma paritária.
De acordo com o jornal ‘’Carta Capital, a participação feminina nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 contou com 44,95% de atletas do sexo feminino, ou seja, o percentual vem aumentando. Todavia, sabe-se também da grande diferença salarial entre homens e mulheres no esporte. De acordo com o jornal ‘’O Globo’’, a melhor jogadora de futebol do Brasil recebe apenas 1% do rendimento anual do jogador Neymar. Situações semelhantes são relatadas por Hillary Clinton no documentário ‘’Explicando’’, que relaciona a desigualdade salarial com normas culturais. Portanto, a valorização das mulheres no esporte só ocorrerá de forma plena quando houver maior investimento financeiro, o que culminará em maior reconhecimento pela sociedade.
Atualmente, as mulheres praticam esportes tão bem quanto os homens e não recebem o devido reconhecimento. Portanto, torna-se evidente a necessidade de valorizar o esporte feminino na sociedade brasileira. Para tal, o Ministério da Cidadania, em parceria com o Poder legislativo, deve criar uma lei, que alterará a realidade do desporto tanto na questão social quanto na financeira, por meio da obrigatoriedade da igualdade salarial entre homens e mulheres no esporte, a fim de que atletas mulheres seja tão valorizadas quanto os homens no Brasil. Com tais implementações, o problema será uma mazela passada no país.