A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 28/07/2020
De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, uma vez que a desvalorização do esporte feminino demonstra-se como uma questão de injustiça, o que desestrutura a base da sociedade brasileira. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude de injustiças por parte da sociedade com o esporte feminino, além de uma baixa influência da mídia.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva do que tange a desvalorização do esporte feminino no Brasil.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho a consolidação de uma solução, a lenta mudança da mentalidade social. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, um exemplo claro a observar-se é que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população influencia na consolidação do problema, não trazendo representatividade.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação deve desenvolver palestras em escolas, por meio de entrevistas com times de esportes femininos. A mídia, por sua vez, deve promover materiais que valorizem o esporte feminino, para atingir um público maior, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema. Por fim, é preciso que a comunidade olhe de forma mais otimista para as diferenças sociais. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar para completude da democracia do âmbito social.