A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/07/2020
Há pouco mais de 40 anos, a prática de esportes na modalidade feminina deixou de ser crime no Brasil. Apesar disso, nota-se uma grande diferença entre o enfoque dado as competições femininas e masculinas, dentro e fora do país. Diante de tal quadro, faz-se necessário analisar a posição, em relação ao esporte praticado pelas mulheres, não apenas da mídia que transmite tais eventos ao público, mas também das corporações que, por meio de patrocínios, incentivam diversos clubes e seus atletas.
Antes de tudo, pode-se perceber que são raras as ocasiões em que as competições femininas são televisionadas, mesmo o futebol, esporte extremamente presente na cultura do país. Essa situação não se verifica nos eventos da modalidade masculina, tornando-os mais presentes no cotidiano do público em geral.
Além disso, diferentemente do que se vê em em relação aos clubes masculinos, são poucas companhias que investem em times formados por mulheres. Visto que grande parte do dinheiro arrecadado pelas organizações esportivas provém de empresas do setor privado, a falta de patrocínio torna inviável a existência de diversos grupos de atletas do sexo feminino.
Com isso, é possível inferir que a modalidade feminina é, por vezes, deixada de lado, tornando-a pouco visível e dificultando a prática profissional das mulheres nos esportes. Para tanto, medidas que popularizem as competições femininas, tomadas principalmente pelos meios midiáticos, seriam eficientes, tanto para aproximar o público, quanto para incentivar empresas a investir em campanhas de marketing protagonizadas por atletas mulheres. Dessa forma, verificaria-se uma maior representatividade feminina no contexto esportivo, equiparando ao que se vê com a modalidade masculina.