A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 28/07/2020

No filme “Valente”, retratado no período medieval, na qual o esporte feminino é inexistente, a personagem Merida decide participar de uma olimpíada, deixando todos desinteressados pelo esporte da época. Paralelo à obra cinematográfica, muitas mulheres- que querem fazer o atletismo feminino acontecer- são desvalorizadas e são vítimas de um preconceito enraizado. Contudo, os esportes, por sua vez, são considerados masculinos naturalmente, excluindo o esporte feminino de ser “importante”. Faz-se necessário, portanto, medidas para atenuar esse impasse.

Mormente, nos dias atuais, a importância do futebol feminino ainda é quase nada, fazendo com que cada vez mais os esportes sejam considerados masculinos. Segundo a socióloga Nathália Ziê, “O universo dos esportes é muito masculino”. Nesse viés, a Nathália “traduz” muitos campeonatos contemporâneos, por exemplo, a “copa do mundo”, como saber se é feminina ou masculina? Apenas conhecemos por copa, sendo automática a lembrança de que é masculina, sem precisar de identificação. No entanto, diferentemente da copa masculina, a feminina é uma exceção, pois precisa de identificação e não tem a mesma repercussão de um esporte masculino, ressaltando o pensamento da socióloga Ziê.

Outrossim, a inclusão de mulheres no é algo escasso no universo atlético, visto que, a participação de homens em olimpíadas importantes são maiores. De acordo com o portal G1, de 2008 à 2016 teve um aumento de apenas 3% da participação das brasileiras nos jogos olímpicos. Nessa vertente, em 8 anos o esporte feminino no Brasil, teve pouca viabilidade. Consequências da desvalorização do atletismo entre mulheres.

Em suma, é mister que o Ministério do Esporte tome previdências para amenizar o quadro atual. Criando, por meio de verbas governamentais, projetos que incentive a participação feminina nos esportes hodiernos. Tais ações seriam, a criação de eventos desportivos, com a participação efetiva das mulheres, levando ênfase para olimpíadas estaduais femininas, para que a sociedade possa perceber que o esporte entre mulheres é de extrema importância na mundo atual. Somente assim, mulheres como “Merida” não serão desprezadas.