A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 28/07/2020
A Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos propõe como um dos fundamentos principais a igualdade de gênero. No entanto, a participação feminina no esporte é uma problemática para que isso ocorra de fato. Isso se evidencia não só pela falta de recursos públicos e incentivo, como também pelo preconceito enraizado na população.
Em primeiro plano, vale destacar a negligência governamental em garantir o fácil acesso e influenciar a prática de atividades esportivas, visto que em 1941 havia um decreto-lei que proibia as mulheres de praticarem esportes “incompatíveis com a sua natureza”, como o futebol, a luta, e muitos outros. Somente em 1979 ele foi derrubado, então fica evidente que o preconceito tem uma grande bagagem histórica acarretada a ele. Atualmente, a Constituição Federal estabelece que o esporte é um direito de todos. Sendo assim, torna-se inadmissível que as autoridades não incentivem as mulheres a praticarem exercícios e tratem como segundo plano aquelas que o fazem.
Outrossim, a discriminação é um fator estarrecedor, posto que o machismo está arraigado no país. Convém lembrar que na Grécia Antiga, o fato da mulher ser considerada “sexo frágil”, enquanto os esportes seriam para os fortes, ainda reflete na sociedade atual. De acordo com o físico do século XX, Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Diante de tal contexto, faz-se fundamental que os indivíduos possam valorizar cada avanço que o universo feminino consiga realizar e cuide como prioridade o combate a toda intolerância, uma vez que só em 2012 as mulheres puderam finalmente disputar todas as modalidades olímpicas que os homens disputavam.
Diante dos argumentos supracitados, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o Estado, adjunto do Ministério da Educação, Esporte e Cultura, haja vista o seu dever em assegurar uma educação qualificada para todos, planeje e desenvolva projetos e políticas públicas para estimular as crianças e as jovens a realizarem esportes, além de encorajar-las, por meio das escolas e da mídia, um embate a qualquer hostilidade, com o intuito de ter uma valorização maior e escassear o rebaixamento dessa camada.