A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 29/07/2020

Apesar da crescente valorização do esporte feminino no Brasil, o número de mulheres adeptas se mostra ínfimo se comparado à categoria masculina. Assim, dois problemas estruturais se destacam no que tange essa disparidade entre os sexos na prática esportiva: uma construção histórica depreciativa da divisão de papéis do homem e da mulher na sociedade e o predomínio dos grandes meios de produção que visam angariar através do esporte unicamente o lucro.

Nota-se que, apesar de atualmente a exibição de jogos de vôlei feminino na Rede Globo de Televisão ser feito de maneira constante, em uma recente entrevista a jogadora Jaqueline, da seleção brasileira, mencionou a arduosidade que atletas femininas enfrentam na preparação, estrutura e motivação em suas carreiras esportivas. Assim, o preconceito enraizado no que tange o sexo feminino no esporte deve ser desconstruído. Para isso, os grandes meios de produção, tal como a plataforma de streaming Netflix, deve elaborar conteúdos de maneira a expor mulheres no esporte e enfatizar o papel da representatividade que as atletas representam na contemporaneidade. Afinal de contas, da mesma maneira que fora lançado um documentário da seleção brasileira masculina de futebol recentemente na plataforma, se deve de maneira justa retratar o sexo feminino no esporte nacional.

Ademais, o fato dos grandes veículos de mídia negligenciarem a participação das mulheres nos principais esportes está atrelado à busca exacerbada pelo retorno financeiro. O fato de não haver uma categoria esportiva feminina nos principais sites esportivos e, além disso, a não divulgação das atletas por parte da mídia, acarreta na falta de patrocinadores, suporte deficitário para a manutenção de uma carreira esportiva e apoio financeiro insuficiente para o avanço do esporte. Assim,  é através de ações inclusivas de jornais, divulgadores, marcas e sites especializados que se deve buscar a proliferação da imagem do sexo feminino na prática de esporte no Brasil.

Portanto, da mesma maneira que fora construído no decorrer dos anos uma dicotomia errônea no que tange o papel de cada gênero na sociedade, por meio de ações pontuais dos principais divulgadores esportivos se deve, da mesma maneira, extinguir qualquer resquício de preconceito pré-estabelecido entre os sexos na prática esportiva. Conclui-se, assim, que adeptos das plataformas esportivas incentivem grandes marcas e sites na elaboração de programas, documentários, categorias e tabelas direcionadas à divulgação da prática de esporte feminino para que de forma perene a igualdade entre os sexos se faça valer de tal maneira como é exposta na constituição brasileira.