A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 29/07/2020

As Atletas em Desvalor

Durante o Estado Novo, no ano de 1941, as mulheres eram impedidas de jogar futebol, inclusive constitucionalmente. Entretanto, na atualidade, apesar de a prática ser liberada, permeia na sociedade brasileira o mesmo machismo da época da ditadura, na forma de: falta de patrocínio e de visibilidade dos times femininos em diferentes modalidades, além da sexualização das atletas feita pela mídia.

Primeiramente, as seleções masculinas, principalmente as de futebol, ostentam patrocínios exorbitantes quando comparados com as seleções femininas. Consequentemente, as mulheres acabam tendo menos visibilidade, pois não aparecem frequentemente na mídia anunciado produtos ou dialogando com a torcida em programas esportivos, tal como os homens. Dessa forma, não raro os times masculinos são mais conhecidos pelo público, enquanto os femininos, caem no esquecimento. Isso mostra que é preciso valorizar mais as mulheres do esporte.

Outrossim, durante transmissões de jogos femininos na televisão, como o vôlei de praia, é perceptível que as câmeras captam mais momentos em que as atletas estão em posições estáticas e em ângulos que favorecem as curvas de seus corpos do que em momentos de movimentação. Além disso, os uniformes também reforçam a sexualização das atletas quando o logotipo da seleção está bordado em locais voluptuosos. Assim, há a necessidade de um jogo feminino tão sério e respeitoso quanto os jogos masculinos.

Dado o exposto, portanto, mesmo que a prática de esportes pelas mulheres seja legal, não verifica-se o apoio às jogadoras. Por isso, o Ministério da Cidadania, em parceria com empresas privadas do ramo esportivo, deve conseguir patrocínio para as equipes femininas de todas as modalidades esportivas do Brasil. Com isso, garantirá equivalência com o apoio destinado às equipes masculinas e mais visibilidade. Somado à isso, os internautas podem manifestar apoio às mulheres no esporte, nas redes.