A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/07/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da desvalorização da mulher no esporte Brasileiro contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de descriminação constante. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude do preconceito e a falta de visibilidade midiática.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução para o preconceito. Confrome a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação. Desse modo, no que tange à questão da valorização feminina no esporte há uma lacuna no dever moral quanto a sua participação, que embora tenha crescido ainda se encontra abaixo da metade, segundo o Observatório Racial do Futebol nos Jogos Olimpícos de 2016.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a falta de visibilidade na mídia. Sob essa lógica, Pierre Bourdieu dizia que o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que as emisssoras de Televissões em vez de elevancar a transmissão de jogos femininos, como no futebol em horários de alta audiência para influenciar a população, ajuda na consolidação do problema.
Portanto, para valorizar as mulheres no esporte Brasileiro, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que a Conmebol em parceria com a CBF, façam com que a legislação de que cada time tenha uma equipe feminina seja cumprida, assim, visando, aumentar a visibilidade da modalidade, já que o futebol é o esporte mais comentado no país. É possívil, também, criar uma “hashtag’’ para identificar a campanha e ganhar mais engajamento da população, a fim de conscientizá-la sobre a importância da inserção das mulheres no esporte Brasileiro.