A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 29/07/2020
É possível observar no filme A Menina de Ouro, vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2005, que ao praticar esportes considerados masculinos (futebol, judô, entre outros) uma mulher pode sofrer muitos preconceitos. Longe disso, no Brasil, a discriminação desses atos é análoga à obra cinematográfica, tendo como causa um histórico da minimização das mulheres apenas aos afazeres domésticos e a falta de incentivo a essa área na infância.
Segundo a filósofa contemporânea Simone de Beauvoir, o capitalismo, visando maior controle sobre a exploração capital, domina os corpos femininos e reduz as mulheres a cuidadoras de seus maridos e filhos. A crítica ao sistema capitalista e, em paralelo, ao patriarcado, deixa evidente como esses sistemas podem ser limitadores para o desenvolvimento social da figura feminina.
Observou-se no governo de Getúlio Vargas a proibição de moças no esporte no ano de 1941, através de uma lei que revigorou por anos no país. Dessa forma, é possível analisar que até a legislação foi limitadora no quesito esportivo, o que se reverbera até os dias de atuais, onde se tem a ausência de fatores que promovem o indivíduo feminino a esse setor.
Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania em conjunto à ONU (Organização das Nações Unidas) em troca do alcance brasileiro no ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) número dois (Igualdade de Gênero), a elaboração de um sistema de incentivo às meninas e adolescentes em esportes considerados masculinos, pois assim elas teriam a oportunidade de desenvolver a vontade de seguir no esporte ainda pequenas, algo que pode se estender à sua vida adulta. O sistema aconteceria por meio de oficinas e cursos gratuitos ministrados por profissionais de Educação Física, para tornar o ambiente esportivo mais igualitário na questão do gênero com o decorrer dos anos e a fim de que o impacto histórico da opressão de gênero sofrida pela mulher dentro do sistema capitalista seja reduzido.