A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico”, por ser, assim como esse, composta por partes que interage entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos indivíduos sejam garantidos. Contudo, no que tange à questão da valorização do esporte feminino no Brasil, vigora a dissonância desse direito, o qual é resultado da consonância de uma governo inobservante à Constituição Federal e uma nação alienada ao extremo.

Em primeira perspectiva, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica brasileira que busca garantir a isonomia, no qual todos dever ser tratados igualmente. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere a questão da valorização de mulheres no esporte no país. Assim, as nefastas políticas pública que visam estabelecer a igualdade na sociedade, famentam para a permanência de tal incoerência no país. Porém, embora caótica, essa situação é mutável.

Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse à valorização do esporte feminino no Brasil. Tristemente, a existência de tal descriminação é reflexo da valorização de padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista francês Michel Foucault - é preciso mostrar as pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamenta para transpor as barreiras para a valorização do esporte feminino no país.

Diante desse cenário, é imperioso uma ação do Poder Executivo Federal, que deve, por meio de leis já existentes como o Licenciamento de Clubes da Confederação Brasileira de Futebol, para promover a organização campeonatos esportivos assim como a construção de salões poliesportivos com patrocínio privado e governamental que predomine a presença feminina. Essa iniciativa tem como finalidade a valorização definitiva do esporte feminino no Brasil, garantindo uma evolução social justa. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminski: “Em mim, eu vejo o outro”.