A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/07/2020
Na mitologia grega às Danaides foram condenadas pelos juízes de Hades, por terem matado seus maridos, a um árduo trabalho: deviam encher um tonel de barro sem fundo. Tal condenação não se restringe à mitologia, estando presente também na perene luta das mulher, frente a valorização do esporte feminino. Nesse sentido, tal entrave se deve à passividade do governo frente ao problema, sendo potencializado também por conta de uma negligencia coletiva.
Em primeiro plano, a falta de incentivo no esporte feminino é um problema que o Estado, ao longo dos anos, não tem demostrado interesse no assunto. Consoante Aristóteles em seu livro ´´Ética a Nicômaco, a politica serve para garantir a felicidade de todos. Logo, verifica-se que esse conceito estar deturpado no Brasil, uma vez que a oferta e incentivo ao esporte não é igual para o sexo masculino e feminino, evidenciando que as leis permanecem, ainda, ´´apenas no papel.
Outrossim, a manutenção de estereótipos relacionado a mulher ainda é um grande impasse a igualdade entre os gêneros no esporte brasileiro. Dessa forma, segundo o contratualista francês Michel Foucault, ´´ somos mais capazes do que pensamos para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos´´. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para integrar as mulheres no universo esportivo, e oferecer as mesmas oportunidades independentemente do sexo.
Entende-se, portanto, que é necessário que medidas sejam tomadas para que o esporte possa oferecer as mesmas chances a mulheres e a homens. Logo, o Estado deve fazer com que empresas queiram investir no esporte feminino, dando um abatimento nos impostos das empresas que patrocinam times compostos por mulheres. A fim de que o esporte feminino seja valorizado e tenha visibilidade tanto quanto o esporte masculino.