A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/07/2020

No Brasil, o sufrágio feminino só foi instaurado com a Constituição de 1934, muito depois do voto masculino. Com isso, percebe-se que, devido à cultura machista da sociedade, os direitos das mulheres sempre foram obtidos de forma tardia. Esse fato faz-se presente de maneira enraizada no esporte, onde as jogadoras são subvalorizadas em relação aos jogadores. Portanto, medidas devem ser tomadas para incentivar o ingresso de de mulheres nas competições, bem como o consumo pelos torcedores.

Historicamente, o Brasil é um país onde o futebol é muito importante no cotidiano das pessoas. Entretanto, é incomum que as pessoas assistam as ligas de futebol feminina. Isso prejudica os clubes economicamente, não havendo patrocínio e venda satisfatória de ingressos. Essa desvalorização  estabelece um ciclo vicioso de pouca visibilidade ao esporte feminino como um todo, impossibilitando carreiras de atletas extremamente talentosas. Contudo, existem mulheres que persistem no esporte, conquistando, de maneira lenta, cada vez mais admiradores e consumidores.

Contrariando as estatísticas, a  jogadora da seleção brasileira de futebol Marta conquistou o título de melhor jogadora do mundo algumas vezes. Porém, ela possui bem menos visibilidade do que os jogadores mais famosos, perpetuando a cultura machista e patriarcal de que as mulheres são menos capazes que os homens. Além disso, as competições masculinas são exibidas em grandes canais e em horários nobres, diferentemente das femininas que, muitas vezes, só estão disponíveis à um público bem restrito.

Diante disso, é importante que a sociedade desconstrua sua cultura machista de supervalorização de atletas em detrimento do esporte como forma de lazer e entretenimento. Para isso, é necessário que instituições como a Federação Internacional de Futebol (FIFA) incentive o consumo de futebol feminino, aumentando assim as receitas dos clubes e sua visibilidade. Ademais, as escolas brasileiras podem, por meio de treinamento de professores de educação física, realizar atividades lúdicas que envolvam os alunos e alunas de forma igualitária, sem separa-los. Porque, não sendo um esporte de força, não há motivo para não haver jogos mistos na juventude. Isso mostrará para as garotas que elas também podem se envolver com esporte como estilo de vida.