A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
Seis vezes melhor do mundo, pessoa com o maior número de gols com a camisa da Seleção Brasileira, essa é Marta, uma das mulheres que luta pela valorização do esporte feminino no país. No entanto, ainda não existe equidade de gênero, sendo um problema causado, infelizmente, pela cultura machista e patriarcal intrínseca na sociedade e que teve, infelizmente, em como consequência em 1941 a Lei 3199 proibindo a prática esportiva de mulheres, uma vez que se alegou incompatibilidade a sua natureza. Dessa forma, por ter sido revogada apenas em 1979, esse ato não só ainda influência o pensamento civil, como também a visibilidade midiática.
Em primeiro viés, a ateniense Stamati Revithi, em 1896, percorreu do lado de fora do estádio a maratona de 40 quilômetros, esse protesto fez com que gradativamente a figura feminina ganhesse espaço no cenário esportivo. Porém, mesmo tendo alcançado 45% no número de atletas que jogaram os Jogos Olímpicos de 2016, pensamentos como o do ex-treinador de futebol João Sardanha,de que a questão está na Biologia, e não no machismo, ainda são intrínsecos na sociedade brasileira. Ademais, ter cromossomos XX ideologicamente é sinal de desigualdade, sendo um problema dentro e fora de quadra, e que precisa ser combatido, pois o país está entre os cinco mais violentos para das mulheres.
Em segundo viés, por ter menos visibilidade midiática, atletas a exemplo de Formiga, Rafaela Silva e Hortência, grandes nomes do futebol, do judô, e do basquete, respectivamente, recebem menos patrocínios e piores salários do que se fossem homens. Nesse sentido, foi uma grande conquista para as futebolistas a determinação da Fifa e da CBF de que todos os times da série A do campeonato brasileiro deveriam ter um time feminino também, no entanto, essa ação deve ser somada a todas as demais modalidades esportivas. Além disso, outra conquista foi a transmissão da Copa do Mundo feminina de 2019, um grande passo para que a população visse o potencial e a reinvindicação global por melhor equidade de gênero dentro do esporte.
Portanto, é inevitável a valorização do esporte feminino na “nação verde-amarela” uma vez que esse processo ajudará desconstruir o pensamento machista que circunda o pensamento civil, e também dará mais visibilidade midiática as mulheres. Logo, cabe ao Ministério da Cidadania, esse que administra a pasta do esporte,desde 2019, promover uma determinação de que todas as modalidades esportivas sigam o exemplo da determinação da CBF, por meio da promoção obrigatória de equipes femininas em todos os times oficiais. Isso será feito a fim de que juntamente com essa ação as mulheres recebam mais visibilidade, e juntamente com mais patrocínios e direitos de imagem, tenham melhores salários, antes que estrelas como Marta, Rafaela e Formiga não sejam descobertas por falta de incentivo social.