A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/07/2020
Durante toda a história, a mulher foi alvo de opressão, marcada por uma sociedade patriarcal e machista. Na contemporaneidade brasileira , tal realidade se dá, por exemplo, pela não valorização da mulher no esporte , em virtude da negligência governamental, bem como a má influência midiática que tem como foco, durante anos, o futebol masculino e seus atrativos de lucro.
Em primeiro plano, há a falsa crença da fragilidade feminina, em relação ao corpo masculino. Consoante, no ano de 1941 foi decretada a lei de número 3.199, a qual proibia as mulheres de participar de certas modalidades esportivas, como lutas, futebol e esportes que requeressem força, à pretexto de incompatibilidade com a natureza feminina. Tal cenário, na atualidade, reforça a desigualdade promovida, desde tempos passados , pelo poder governamental, negligenciando, dessa forma, a integração feminina no esporte, logo, é imprescindível medidas que dissolvam tal problemática.
Segundo Joseph Goebbels, ministro de propaganda do partido nazista, uma mentira dita mil vezes torna-se verdade. Desse modo, a constante transmissão de jogos de futebol da categoria “viril”, pelas redes televisivas, além das inúmeras propagandas midiáticas de jogadores com produtos masculinizados, entre eles, desodorantes e barbeadores, e a ínfima inclusão de jogadoras mulheres, perpetua, assim, a desigualdade e errônea sensação de que não há grandes atletas e times do gênero feminino.
Sendo assim, urge a análise e a resolução desses entraves para uma sociedade que valorize o esporte feminino em sua totalidade. Portanto, o Governo Federal, em parceria com o Poder Legislativo, deve promover politicas públicas que permitam maior igualdade do acesso ao esporte, por meio de incentivos fiscais à organizações esportivas não governamentais, além de integrar na Grade Curricular atividades esportivas obrigatórias, afim de que a equidade e a união possam mil vezes tornar-se verdade.