A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
No filme “Ela é o cara”, a personagem principal é uma boa jogadora de futebol, mas foi impedida de jogar com os garotos de sua escola devido ao preconceito de que mulher não é boa nos esportes. Dessa forma, fora das telas, na sociedade atual brasileira esse tipo de situação é vivido por mulheres que lutam por um espaço no meio esportivo, visto que existe uma discriminação relacionada ao gênero nesta área, que ocorre em consequência do machismo enraizado resultando na falta de reconhecimento das atletas.
Nesse contexto, é válido ressaltar que existe nas escolas uma falta de incentivo para a participação das mulheres no esporte, como o futebol feminino. Nisso, tal fato ocorre devido ao machismo enraizado dentro da sociedade, em que costumam associar as meninas a um símbolo de fragilidade e as atividades que exigem esforço físico aos meninos, reforçando, assim, o preconceito existente. Dessa forma, segundo o relatório “Movimento é Vida”, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a prática de exercícios físicos por mulheres no país é 40% inferior aos homens. Assim, fica evidente a desigualdade de gênero no cenário esportivo.
Além disso, de acordo com a socióloga Nathália Ziê, essa recusa que ainda existe da mulher dentro dos esportes faz parte do contexto sócio histórico, onde foram destinadas ao espaço privado. Dessa forma, os resquícios dessa ideia que persiste nos dias de hoje, resultam na falta de reconhecimento das atletas, em que a credibilidade delas é colocada diariamente em debate apenas pelo seu gênero. Assim, esse preconceito cria obstáculos para as mulheres que querem um espaço no meio esportivo, evidenciando-se a necessidade de mudança nessa situação.
Portanto, para que as mulheres possam ser valorizadas nos esportes, são necessárias medidas para combater os impasses, como os Ministérios do Esporte e da Educação desenvolverem projetos para a formação de equipes femininas nas escolas, para alunas do ensino fundamental e médio, com o objetivo de quebrar os preconceitos enraizados. Bem como, as mídias, em parceria com ONG’S esportivas, criar campanhas, nos meios sociais e televisivos, que mostrem a importância da participação delas no esporte, a fim de legitimar suas participações nesse espaço, independente da modalidade.