A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/07/2020

A participação feminina em esportes no Brasil é , historicamente, um processo dificultoso e repleto de preconceitos, a exemplo do Decreto-lei 3199, de abril de 1941 (atualmente revogado) que proibia a participação das mulheres em muitos esportes. Entretanto, por iniciativa das próprias mulheres, atualmente, observa-se uma valorização do esporte feminino no país, mas ainda é pouca quando comparada ao esporte masculino. Portanto, em prol da igualdade entre gêneros e da mitigação do preconceito, é necessário uma maior  valorização do esporte feminino no Brasil.

Destarte, para atingir esse objetivo, é preciso combater as barreiras no esporte em questão. Sendo assim, segundo Silvana Goelner, professora e pesquisadora da ESEFID/UFRGS, um dos principais empecilhos é a falta de patrocínio para atletas e/ou clubes femininos,  fato que torna financeiramente inviável a participação em competições e, consequentemente, culmina na saída do esporte. A questão financeira é, pois, fundamental tanto para o ingresso  como para a perpetuação em um esporte.

Outro ponto de destaque de Goelner é o não reconhecimento da mulher como atleta, mas sim como “musa do esporte”, ou seja, muitas vezes as mídias sexualizam as atletas ao invés de destacarem suas habilidades em seus respectivos esportes. Citando caso análogo, é comum as fotografias estáticas que destacam a estética das atletas femininas, já os homens são quase sempre fotografados em movimento, destacando sua habilidade esportiva. Isso causa um enorme desgosto nas esportistas, já houveram casos em que atletas abandonaram o esporte por conta disso.

Conclui-se, portanto, que para alcançar uma maior valorização do esporte feminino no Brasil, é preciso um maior incentivo financeiro. Isso pode ser feito através de patrocínios à atletas e clubes, por meio, principalmente, de grandes iniciativas privadas, assim, proporcionando uma maior participação do público alvo em competições - concomitantemente sua permanência no esporte. Além disso, cabe a mídia em geral rever sua forma de representação das atletas, valorizando em primeiro lugar suas habilidades e seus méritos no esporte. Com isso, haverá um caminho traçado para igualdade entre gêneros e diminuição de preconceitos.