A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/07/2020

Desde a colonização brasileira, a figura principal dentro das famílias era o homem, a mulher era destinada aos serviços domésticos. Dessa forma, construiu-se uma sociedade com muitas desigualdades entre os sexos. Nesse contexto, é notório que, indubitavelmente, a valorização do esporte feminino é uma pauta provocada pela educação familiar machista e pela presença do patriarcalismo na cultura contemporânea.

Vale ressaltar, a princípio, que o ensino parental é uma dos principais fatores determinantes para a permanência dessa problemática. Sendo assim, o artigo 229 da Constituição Federal diz que os pais devem assistir, educar e criar seus filhos. Dessa maneira, os genitores ao cuidar de sua prole, distinguem as atividades físicas dos filhos, de modo a separar quais são de meninas e de meninos. Entretanto, tais definições devem ser questionadas, pois esses conhecimentos errôneos são passados ao longo das gerações e contribuem para a desigualdade social.

Ademais, é importante salientar que a cultura patriarcal nacional está entre as causas do problema em questão. Sob  essa perspectiva, a socióloga Nathália Ziê, mencionou que a integração das mulheres nas práticas esportivas é um problema cultural e histórico. Nessa lógica, a ideia de “sexo frágil” foi imposta pelos homens preconceituosos, que julgam o sexo oposto ao deles, como fisicamente incapazes de realizar as mesmas tarefas que eles, como o futebol feminino que é duramente reprimido.

Infere-se, portanto, que ao utilizar a educação familiar e o abandono da cultura patriarcal é possível fortalecer a valorização do esporte feminino no Brasil. Com isso, a fim de executar tais medidas, cabe ao Ministério da Educação, por meio das Escolas, promover palestras envolvendo pais e alunos, para ensiná-los que a cultura brasileira é voltada ao homem e por isso é necessário apoiar as mulheres nos esportes, em prol de construir uma sociedade igualitária e democrática. Proposta que, incipiente no presente, pode mudar as gerações futuras, porque conforme Confúcio, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”.