A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
Desde a criação dos Jogos Olímpicos, na Grécia, a importância da prática de esportes nas sociedades foi introduzida no mundo. Entretanto, as mulheres ainda enfrentam desafios no que tange à valorização do esporte feminino no Brasil. Seja pela falta de investimentos e reconhecimento, seja pela desvalorização e o patriarcado presente no país. Portanto, medidas fazem-se necessárias para que a problemática seja atenuada.
Em primeiro lugar, vale-se mencionar o filme “Ela é o Cara”, interpretado pela atriz Amanda Bynes, a qual faz o papel de Viola, sendo uma das melhores jogadoras de futebol. Contudo, é impedida de jogar com os garotos de sua escola devido ao preconceito de que mulher não pode ser tão boa no esporte quanto o homem. Analogamente ao filme, o patriarcado enraizado no país faz com que muitas mulheres não sejam reconhecidas no futebol brasileiro, sendo assim, não há a valorização do esporte feminino no Brasil.
Outrossim, segundo uma pesquisa feita pelo Ministério do Esporte, em 2013, 41,6% dos meninos começam a praticar esportes entre os 6 a 10 anos, enquanto só 29% das meninas inicia a prática nessa idade. Por conseguinte, muitas meninas não são incentivadas a continuarem seguindo no esporte e, consequentemente, não têm a visibilidade e os investimentos necessários. Sendo assim, é imprescindível que haja uma mudança no cenário esportivo feminino.
Portanto, para que muitas meninas não se sintam inferiorizadas como Viola, urge que o Ministério da Cidadania em parceria com empresas de atletismo invistam no futebol feminino por meio de bolsas e inclusão das meninas no esporte. Ademais, as escolas como formadoras do pensamento crítico, devem desconstruir o pensamento patriarcal enraizado no país acerca do esporte feminino. Devem, também, promoverem campeonatos estudantis com a finalidade de incluir cada vez mais cedo as meninas no esporte. Feito isso, haverá a valorização do esporte feminino.