A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
O esporte feminino por anos foi suprimido pelo machismo presente na sociedade, ele luta para ter seu reconhecimento como um esporte competitivo de alto desempenho, da mesma forma que o masculino. Durante anos nos séculos passados, mulheres eram proibidas de participar de competições, o cenário se encontra diferente atualmente, mas o machismo e a visão deturpada de que é um esporte fraco continua presente.
Na animação japonesa Kuroko no Basket, a técnica do colégio Seirin é uma garota, ela é constantemente diminuída, criticada e tem sua habilidade como técnica questionada, o anime, por meio disso faz uma critica a essa visão machista, a participação feminina nos esportes tem crescido, nas Olimpíadas ela chega a 45%, porém, na parte administrativa e técnica esse número é muito pequeno, outro número extremamente desigual é a diferença entre as premiações, por exemplo, no ano de 2017 o futebol feminino no brasil teve um prêmio de 120 mil reais para o time campeão do brasileirão, enquanto no masculino esse valor foi de 17 milhões de reais, um valor 141 vezes maior.
Em contra partida, alguns países do mundo essa situação se encontra de uma forma melhor e mais igualitária, na Nova Zelândia, foi firmado um acordo que garante paridade entre salários, prêmios, direitos de imagem e também condições iguais no deslocamento para competições. No Brasil até 1979 mulheres eram proibidas de jogar futebol profissionalmente, somente a partir desse ano que as competições foram legalizadas e elas puderam se desenvolver como jogadoras, isso, ligado à falta de investimentos da CBF, e a baixa taxa de investimentos na publicidade fazem com que as jogadoras sofram com a precaridade, gerando assim uma carência de verba para coisas básicas, em 2019 ocorreu um avanço na área, a CBF passou a deixar como obrigatório para times masculinos que queiram disputar seus campeonatos a criação de um feminino, essa obrigatoriedade já existia na libertadores.
Tendo em vista os aspectos observados, fica nítido a disparidade presente entre os homens e as mulheres nos esportes, não existe forma de contornar o problema ou varrer para baixo do tapete, é necessário o confronto da situação, a CBF deve se posicionar de forma igualitária, diminuindo a disparidade de investimentos nos campeonatos, as empresas tem de investir em patrocínio de forma consistente, em campanhas publicitárias, com o tempo elas tendem a naturalizar a presença feminina nos esportes e assim, acabando com a desigualdade presente.