A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
A Inglaterra foi o primeiro país a disseminar a prática do esporte futebolístico. Embora este estivesse restrito à classe alta de indivíduos brancos, como retratou a novela “Lado a Lado”. No Brasil, ocorre o mesmo fenômeno de preconceito e de segregação sociocultural. Dessa forma, os clubes brasileiros não investem em atletas femininas, assim como a CBF -Confederação Brasileira de Futebol - não busca criar alternativas para financiar o futebol feminino a fim de que haja isonomia salarial e social.
Em 2019, a população brasileira acompanhou a Copa do Mundo de Futebol Feminino na França e refletiu sobre a importância de valorizar as mulheres nesse esporte. A Globo, rede de televisão brasileira, fez documentários sobre a trajetória das atletas que representaram o país na competição. Nesse sentido, observa-se que o Brasil investe muito pouco na formação profissional das meninas que buscam ingressar como jogadoras de futebol. Diante dessa desvalorização, há fugas dessas atletas para países desenvolvidos como Estados Unidos, Holanda etc.
Além disso, a ausência de políticas inclusivas de mulheres no futebol é outra barreira encontrada pelas atletas no início da profissão. A CBF, órgão responsável pelo futebol no Brasil, e outras instituições esportivas reconhecem que o esporte é totalmente desigual em relação ao gênero. Assim, as autoridades esportivas prometeram amenizar essa disparidade social e incluir novos clubes femininos que, consequentemente, atrairão novas atletas.
Tendo em vista o que foi discutido, é necessário, portanto, que as autoridades que administram o esporte, no Brasil, busquem distribuir e fiscalizar as verbas públicas repassadas para os clubes que mantêm o futebol feminino, a fim de que haja a valorização dessa classe feminina no futebol. Dessa maneira, haverão descobertas de novas “Martas”, que estão espalhados pelo Brasil sem ter a oportunidade de demonstrar suas habilidades com a bola.