A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
Sob o ponto de vista de São Tomás de Aquino, importante filósofo e teólogo da Idade Média, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma relevância, além dos mesmos direitos e deveres.. No entanto, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à valorização do esporte feminino no Brasil. Dessa forma, é necessário que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação que possui como causas a insuficiência legislativa e a falta de incentivo midiático.
Em primeira análise, a incompetência legislativa configura-se como um grave dificultador no que diz respeito ao esporte feminino. Nesse sentido, o filósofo John Lock defendeu que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis. “ Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, nessa questão a Declaração Universal dos Direitos Humanos propõe como um dos fundamentos principais a igualdade de gênero. Entretanto, a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema.
Ademais, a falta de representatividade por parte da mídia a respeito do tema caracteriza-se como um complexo empecilho. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover incentivos que elevem o nível de interesse da população, influencia na consolidação do problema. Prova disso é o estudo científico realizado pela Revista Galileu, em parceria com ONGs sociais, que aponta dados de que apenas um em cada dez brasileiros já assistiram a uma partida completa de futebol feminino. Logo, enquanto houver pouca influência midiática, a sociedade será obrigada a conviver com o pouco reconhecimento do esporte feminino.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar a problemática da valorização do esporte feminino no Brasil. Para isso, é imperioso que o Ministério da Educação, Esporte e Cultura- no exercício do seu poder- deva, com urgência planejar e desenvolver projetos aplicados às escolas com o conceito de igualdade de gênero nos esportes, através da disciplina de educação física, a fim de garantir mais inclusão e democracia nas atividades. Além disso, cabe às mídias transmitirem com mais frequência os esportes femininos, para atrair mais investidores que irão contribuir com a implementação definitiva das mulheres nesse cenário, contribuindo ainda com o incentivo dos esportes femininos. Somente assim, será possível tornar o pensamento do filósofo São Tomás de Aquino uma verdade.