A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

Esporte Sem Distinção

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos propõe como um dos fundamentos principais a igualdade de gênero. Conquanto, a pratica deturpa a teoria, visto que a participação feminina nos esportes, ainda é desvalorizada e negligenciada no país. Isso se evidencia não só pela falta de recursos públicos, como também pelo preconceito enraizado na população. Cabendo assim, a necessidade de debater a respeito.

Em primeiro plano, a desigualdade latente entre os gêneros sempre esteve presente no decorrer da história do mundo. Nos esportes, por exemplo, a desigualdade pode ser vista desde os tempos da Grécia antiga, quando os  Jogos Olímpicos foram criados, elas já eram excluídas da competição. No Brasil, o decreto-lei que proibia as mulheres de praticarem esportes “incompatíveis com a sua natureza”, como o futebol e  luta, só foi derrubado em 1979. E até hoje, existe resistencia quanto a participação das mulheres no esporte, e estas, seguem enfrentando preconceito e machismo.

Outrossim, vale destacar a negligência da mídia em relação ao esporte feminino. Muitos dos principais campeonatos dos esportes femininos não são transmitidos à população. Desse modo, o menosprezo dos meios de comunicação afeta diretamente o apoio recebido por essas atletas, tendo em vista que, devido à baixa visibilidade que elas recebem, a oferta de patrocínios é bastante reduzida.

Conclui-se, que a valorização do esporte feminino ainda não é realidade no País. Para tanto, o Governo Federal deve criar mais políticas públicas que visem incentivar mais projetos para patrocinar mais competições femininas e atleta, conferindo-lhes mais possibilidades para que possam seguir uma carreira profissionalizante igualitária. Nas escolas públicas, projetos que incentivem desde cedo o esporte feminino, devem ser criados pelo Ministério da Educação, promovendo assim, a igualdade.