A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
A Constituição Federal do Brasil de 1988 garante a todos os brasileiros e residentes no país o direito a igualdade entre homens e mulheres. No entanto, são muitas as situações em que é possível perceber que esse direito não é respeitado, principalmente no esporte feminino, que recebe menos incentivo do governo e atenção da população. Logo, é necessário analisar a causa dessa problemática e suas consequências.
Primeiramente, é importante apontar que o Brasil ainda sofre com uma cultura machista, que no caso do futebol feminino, por exemplo, despreza a participação de mulheres em esportes de contato, defendendo que as mulheres são frágeis para modalidades desse tipo. Nesse sentido, a atleta Marta, da seleção brasileira de futebol, 5 vezes eleita a melhor jogadora do mundo, desmente essa ideia e critica a falta de incentivo que a sociedade e o governo oferece às atletas de sua categoria. Assim, é possível constatar que essa falta de incentivo é baseada em falsidades e preconceito.
Por conseguinte, é necessário entender que essa falta de apoio ao esporte feminino, além de gerar uma desigualdade ilegítima, atrasa o desenvolvimento do esporte nacional. Nesse contexto, o ex-técnico da seleção brasileira de futebol feminino, Vadão, após a derrota na Copa do Mundo de 2019, denunciou que a Confederação Brasileira de Futebol só se preocupa com essa modalidade em época de campeonato mundial, deixando de manter um plano esportivo fora de campeonatos importantes, inviabilizando o sucesso da equipe feminina no futuro.
Por fim, com o objetivo de melhorar o problema analisado, o Governo Federal deve, por meio da criação da Secretaria de Esportes Femininos, incentivar modalidades esportivas direcionadas às mulheres. Logo, essa secretaria deve direcionar verbas orçamentárias do Ministério da Cidadania às prefeituras de todos os estados, com o objetivo de criar campeonatos em escolas públicas, em diversas modalidades, às crianças e jovens mulheres. Dessa forma, desde cedo, o Brasil promoverá essa modalidade esportiva, diminuindo as formas de desigualdade de gênero.