A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

No livro Minha Vida Fora de Série 4, a personagem principal, Rodrigo, questiona a sua namorada, Juliette, por ter trocado o pneu do carro, por considerar uma atividade “pesada” para uma mulher, o que faz ele ficar impressionado. Situações como essa é muito comum no Brasil, por questões culturais, muitas pessoas ainda se impressionam por mulheres conseguirem fazer as mesmas coisas que um homem. Esse preconceito não fica apenas para funções como trocar o pneu de carro ou a mulher fazer serviço de pedreiro, mas como também para a dificuldade de valorização do esporte feminino.

Visto que a cultura greco-romana influenciou muito a cultura brasileira, a característica de uma sociedade patriarcal também foi uma herança dessa sociedade. A política do Pão e Circo, muito utilizada pelos romanos, visava acalmar a população e levar diversão a eles, através de espetáculos, envolvendo gladiadores e animais ferozes. Esse foi o início do esporte, e claro as mulheres não participavam, era consideradas muito frágeis e tinham que fazer os afazeres domésticos. Atualmente, mesmo com tantos movimentos feministas, ainda há dificuldades para valorização do esporte feminino, principalmente devido as raízes latinas no Brasil.

Sem dúvidas a mulher ganhou muito espaço no esporte no Brasil, quando observamos que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em 2019, impôs que todos os times de série A masculino tivessem um time feminino também. Infelizmente, na contra mão do que a CBF tem lutado, inserir o futebol feminino com tanta notoriedade quanto o masculino, as mulheres só são lembradas por canais de televisão como o Globo Esporte e o Esporte Espetacular em datas comemorativas como o Dia das Mulheres, caso contrário, não há nenhuma manifestação desses canais de comunicação a respeito do esporte feminino e pouco se vê também nas suas programações campeonatos femininos como é visto o masculino, principalmente quando se trata de futebol que é um “esporte masculino”.

Diante de uma sociedade com valores patriarcais extremamente enraizados é necessário uma ruptura com o passado, assim como ocorreu da Idade Média para o Renascimento, para que tudo que atualmente é mal visto seja deixado de lado, como o preconceito ligado ao esporte feminino. Para que essa quebra com o passado ocorra é necessário que grandes empresas como Adidas e Nike, que têm bastante influência no Brasil, utilizem de suas redes sociais e canais de comunicação para dar empoderamento ao esporte feminino, utilizando a imagem de mulheres da área na divulgação da marca, assim como foi feito com a Tammy, transgênero, que participou da campanha do Dia dos Pais, dando força ao movimento LGBTQIA+. Uma outra ação que valorizaria o esporte feminino é: as pessoas serem liberadas, do trabalho e escola, em Copa do mundo feminina, assim como ocorre no masculino