A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

Como reflexo de um sistema patriarcal que vigorou por quase toda a história brasileira, a masculinizarão do esporte, no Brasil, se mostra muito presente nos dias atuais, assim contribuindo para persistência do machismo e para a desvalorização da mulher no meio esportivo. Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: a depreciação do futebol feminino e a influencia do sistema capitalista.

Primeiramente, como consequência de uma sociedade machista, o futebol brasileiro – considerado uma das principais paixões nacional - é visto por uma grande parcela da população como uma modalidade exclusivamente masculina. Nesse contexto, o decreto originado da CND (Conselho nacional de desporto) originado no seculo XX e que tinha como objetivo limitar a participação feminina nos esportes - principalmente no futebol - vigorou por quase 40 anos. Evidencia-se, portanto, que, dentre os principais esportes praticados no Brasil, o futebol feminino, se tornou um índice de exclusão social.

Por outro lado, de acordo com os sociólogos da escola de Frankfurt, a cultura tornou-se um instrumento voltado para a obtenção de lucros. Nesse sentido, por conta da persistência do machismo e da mercantilização da cultura, a indústria desportiva feminina acaba sendo pouco valorizada e consequentemente menos rentável que a masculina. Dessa forma, constata-se, que o favorecimento do desporto masculino, atestado pela óptica Frankfurtiana, impede a valorização do esporte feminino no Brasil.

Portanto, parafraseando Platão em seu texto “A Alegoria da Caverna, é necessário que o Governo saia da caverna, que crie parcerias com o CND, de modo que melhore a escola brasileira de futebol feminino, objetivando dar visibilidade para essa modalidade que tanto influencia a nação. Desse modo, só assim será possível a criação de uma sociedade ausentada de machismo e que a participação de mulheres no esporte não seja mais um medidor de exclusão.