A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

Estádio lotado para a final da copa do mundo de futebol feminino. Por mais utópico que seja esta representação ideal da cultura do esporte moderna, hoje, a sociedade possui de todos os meios necessários para a alavancar o esporte feminino (tecnologia, integração mundial, constituição, dinheiro, etc.), tão excluído e subjugado em comparação ao masculino. Porém, é necessário uma análise do funcionamento da estrutura econômica assim como da raiz biológica do problema para que a problemática em questão mude.

É incontrovertível que o alicerce da economia mundial se baseie em entretenimento, movimentando bilhões de dólares todos os anos. Historicamente falando, no Império de Otávio Augusto, o esporte, mesmo com as marcas violentas da época do coliseu, servia como parte da vida do cidadão romano, lhe aflorando o sentimento de pertencimento social. Desse modo, o reconhecimento dentro das atividades esportivas carregam em sua origem a competitividade, traço inerentemente ligado à masculinidade com a presença do hormônio da testosterona. Nesse sentido, a necessidade de lucro aos detentores do dinheiro hoje, ligado ao desenvolvimento histórico cultural da civilização mundial, favoreceram ao predomínio masculino dentro do esporte.

Do mesmo modo, a feminilidade teve um desenvolvimento civilizacional estereotipado para um determinado nicho de atividades. Com o patriarcado histórico, as mulheres por muito tempo se absteram da possibilidade de exercerem uma carreira, muitas vezes por imposição, seja na área que fosse, assim como no esporte. Logo, para que tivessem dentro dos padrões culturais lhes eram atribuídas, por conseguinte, atividades como cuidar do lar, das crianças, dos afazeres domésticos e também o papel reprodutivo. Marcas estas que se observam até hoje.

Portanto, no que pese a capacidade biológica, não obstante a presença de testosterôna que se dá em menor quantidade (fator este que não é necessariamente limitador em sua totalidade ao exercício do esporte), Daiane do Santos, Ana Paula Henkel e Marta do futebol, são evidentes demonstrações do poder e da graciosidade do esporte feminino, mais especificamente o brasileiro. Logo, cabe não apenas o incentivo governamental por parte do Governo Federal na capacitação de jovens meninas dentro de escolas e universidade, como feito em potências mundias como os Estado Unidos, a China e a Rússia (com evidentes resultados dentro das olimpíadas), mas também uma mudança radical dentro da livre iniciativa, de modo que o investimento no setor, promova não só o entretenimento da população, mas também a transposição dos preconceitos com as mulheres.