A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 01/08/2020
Durante o período da Ditadura Militar, leis determinavam a proibição quanto à prática de alguns esportes por mulheres. No entanto, apesar desse histórico, hoje já se foi devolvido esse direito às mulheres e é necessário que a sociedade brasileira valorize o esporte feminino, pois este ainda sofre com o preconceito e com a falta de incentivo.
Nesse contexto, assim como muitas outras questões, a prática de esporte por mulheres ainda é alvo de preconceito. Consoante Hannah Arendt, o planeta não é habitado por uma única comunidade, mas uma imensa variedade de povos, e a pluralidade é a lei da Terra. Dessa forma, a diversidade deve sempre ser respeitada e a inclusão das minorias e todos os grupos deve ser incentivada. Logo, o respeito pela prática do esporte feminino fomenta a pluralidade na sociedade.
Outrossim, ainda não há o mesmo tratamento para ambos os sexos quanto ao esporte. Nisso, o filósofo Hans Jonas elaborou o Princípio da Responsabilidade, o qual define como parte da ética humana a responsabilidade do indivíduo para com seus atos e a necessidade de reflexão dessas ações sobre os seres futuros. Como consequência, a desigualdade no que diz respeito à valorização e ao incentivo da prática de esporte feminino afeta não só a geração atual, como também jovens e crianças que se sentem desestimuladas pela desigualdade e não se veem inclusas nesse meio. Por conseguinte, a valorização é importante para que os mais novos possam usufruir de um direito.
Portanto, o Estado deve incentivar mais avidamente o esporte feminino, por meio de destinar maiores investimentos, possibilitando a criação de ambientes esportivos destinados a pessoas do sexo feminino, com o objetivo de incentivar a prática e propor um melhor acolhimento. Ademais, é dever do Ministério da Educação opor-se contra o preconceito, por intermédio da criação de atividades ligadas ao esporte com base em igualdade, a fim de que os jovens distanciem-se de uma visão preconceituosa.