A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/08/2020
No filme ‘‘Mulher Maravilha’’, a protagonista criada em uma ilha paradisíaca, sai de casa para o mundo exterior, a fim de lutar em uma guerra, enfrentando ao longo do caminho uma cultura patriarcal e machista.Obteve um papel essencial na vitória, prova a força que a mulher possui.Fora da ficção, a realidade não é diferente, o esporte feminino não é valorizado no Brasil. Nesse cenário, a desigualdade de gênero agravam a situação atual, o que faz necessário debater acerca desse problema.
Historicamente, pode-se observar Atenas, as mulheres eram privadas de participar ativa e passivamente dos jogos olímpicos da antiguidade. As competições selecionavam os vitoriosos de acordo com os ideais de força, competitividade, agilidade e outras qualidades físicas que acreditavam ser inerente somente ao sexo masculino. Há na história uma linha muita clara: O protagonismo feminino tem pouca representatividade nos papéis sociais.
Outro fator, é, o não incentivo a cultura dos esportes às mulheres, principalmente coletivos, que pode ser explicada inclusive pelo pouco acesso ao lazer devido as tarefas domésticas, que ocupam em média 20,5 horas semanais das mulheres, enquanto os homens gastam 10 horas por semana nas atividades de casa, de acordo com a pesquisa de Globo esporte, 2019. De modo que, segue de forma linear assim como em Atenas, restringindo-a às participações das mulheres. Fica claro, portanto a importância de medidas a fim de mitigar esse cenário.
Dessa forma, cabe ao Governo, por meio de empresas patrocinadoras investir em competições femininas, contribuindo - lhes mais possibilidades para que possam seguir carreira profissionalizante esportiva. Além disso, cabe-lhe ainda investir em projetos esportivos educacionais mediante do Ministério da Educação nas instituições escolares, promovendo, desde cedo, atividades de interação entre ambos os sexos, com intuito de desconstruir o ideal que esporte é só para homens, provendo a igualdade de gênero. Assim, espera-se, com isso, que a distopia de ‘‘Mulher Maravilha’’ se restrinja a ficção.