A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 11/08/2020

Desde o período colonial, em que apenas os homens das elites agroexportadoras tinham acesso ao lazer, o país relaciona o esporte apenas ao sexo masculino. Felizmente, é evidente que a participação das mulheres nos jogos está cada vez maior. No entanto, em pleno século XXI, necessita-se ainda da luta feminina pelo seu reconhecimento nas competições, buscando evidenciar sua qualidade similar à dos homens. Diante disso, é imprescindível debater sobre a indispensável valorização da mulher brasileira na prática de esportes.

Em primeiro lugar, o ceticismo existente no ambiente dos jogos em relação a capacidade feminina é um problema. Nesse contexto, no filme “Ela é o cara”, a protagonista é uma excelente jogadora de futebol, mas suas habilidades são questionadas por causa do seu gênero, assim para conseguir participar de uma importante competição ela tem que começar a se passar pelo irmão mais velho. Nessa perspectiva, essa ação era muito recorrente antigamente, quando a participação das moças era proibida em todas as modalidades esportivas. Nos dias de hoje, mesmo com o fato da mulher estar batendo os recordes masculinos, elas não são gratificadas como deveriam. Isso ocorre, pois muitos não reconhecem que a mulher pode ser tão boa ou até melhor que os homens em diversas atividades. Assim, nota-se que o preconceito contra as atletas e profissionais dessas áreas ainda é muito presente.

Ademais, a atitude machista, passada por gerações, de só admirar os jogos realizados pelo sexo masculino é inaceitável na modernidade. Nesse sentido, a frase proferida pelo filósofo Richard Rorty, “A falta de maleabilidade do homem está tornando-o um animal irracional e cruel”, faz alusão a ação obtida por uma parcela da população que não corrobora para a mudança na perspectiva atual. Logo, é preciso modificar o pensamento de estranhamento por se ver mulheres jogando só quando tem Olimpíadas ou Copa do Mundo. Dessa forma, é preciso normaliza-las, criando uma nova cultura de ter a possibilidade de assistir jogos femininos com frequência em canais abertos.

Diante dos argumentos apresentados, é notório a necessidade de medidas que possam ajudar nessa luta por igualdade de gênero no esporte. Portanto, o Ministério da Cidadania deve auxiliar para que as mulheres sejam gradativamente implementadas e valorizadas nos jogos, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara de Deputados. Posto isso, nele precisa constar a obrigatoriedade dos municípios proporcionarem treinos semanais de diversas modalidades para meninas. Além disso, fazer campanhas para incentivar as moças a participarem, para várias mulheres pratiquem e normalizem a realização dos esportes. Consequentemente, espera-se que as mídias comecem a divulgar mais os jogos femininos e que então sejam mais valorizados.