A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 12/08/2020
Na Guerra dos Cem Anos, Joana D’Arc precisou se fingir de homem para conseguir lutar contra a Inglaterra pois, sendo mulher, não haveria como, apesar de possuir habilidades incríveis. A partir dessa análise, é fácil notar tamanha semelhança com o contexto atual brasileiro a respeito da valorização do esporte feminino, no qual jogadoras são pouco exaltadas, mesmo tendo resultados similares ou, até mesmo, melhores que os homens. Dessa forma, uma importante causa desse impasse é a falta de telespectadores e divulgação dos jogos protagonizados por mulheres, o que, por conseguinte, vai fazer com que o salário dessas seja menor em relação aos homens.
Primeiramente, observa-se a falta de público para os esportes femininos televisionados, isso porque esses não são tão bem divulgados na mídia. Portanto, Kant dizia que o homem não é nada além daquilo que o conhecimento faz dele, de forma que essa ideia pode ser adaptada ao atual contexto, reforçando que todos precisam ter o conhecimento de que esses jogos estão sendo transmitidos e que fornecem tanto entretenimento quando quando os esportes são praticados por homens.
Consequentemente, tem-se a falta de patrocínio de grandes marcas. Dessa maneira, segundo o IBGE, as mulheres, numericamente, ganham menos que os homens, fato que é comprovado pela situação das esportistas que, como não recebem patrocínios, sempre são menos reconhecidas. Situação muito parecida aconteceu com a jogadora Marta, que, mesmo sendo considerada a melhor artilheira da Seleção Brasileira, não tem salário nem valorização como Pelé e outros jogadores homens.
Portanto, é de extrema importância que medidas sejam tomadas a fim de resolver o problema. Logo, é dever de marcas famosas ligadas a esportes, como Adidas e Nike, por meio de investimentos individuais, divulguem o trabalho dessas jogadoras, de forma que lancem linhas de produtos relacionados às esportistas, como camisetas estampadas com o nome delas. Além, é claro, da divulgação dessas linhas nas redes sociais oficiais da marca e, ainda, em propagandas que deverão ser exibidas na televisão, sendo assim, todos os públicos seriam atraídos a consumir não só os produtos, como também os jogos, aumentando, cada vez mais, a audiência nos esportes praticados por mulheres. Só assim, a valorização do esporte feminino no Brasil seria, finalmente, ideal.