A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 18/09/2020
Em certa ocasião, Bobby Fischer, considerado um dos maiores enxadristas de todos os tempos, disse que poderia vencer qualquer mulher, mesmo se jogasse sem um cavalo - peça média do xadrez. No entanto, sua opinião mudou ao conhecer Judith Polgár, jogadora húngara que venceu muitos campeões mundiais. Sendo assim, é notório que não só no xadrez, mas nos esportes em geral a figura feminina é subestimada. Tal fato notabilizou-se devido a processos históricos e estruturais
Primeiramente, a raiz histórica tem direta relação com a desvalorização do esporte feminino no Brasil. A esse respeito, Heródoto, filósofo grego, defende que é necessário conhecer o passado para entender o presente. Nesse sentido, o machismo teve preponderante participação nesse cenário, uma vez que foram criadas até medidas legais, na era Vargas, para limitar o acesso das mulheres ao desporto, um claro mecanismo de dominação patriarcal.
Ademais, o fator cultural ratifica esse embaraçoso panorama. Dessa forma, conforme a Confederação brasileira de xadrez, apenas 10% de seus associados são do sexo feminino. Nesse sentido, a falta de incentivos, por parte de Governo e Sociedade, fomentam a persistência masculina em um esporte que não é necessário usar a vitalidade da testosterona. Esse contexto não pode continuar, pois, segundo a Organização mundial da saúde, homens e mulheres têm capacidade de lógica iguais.
Portanto, para haver mais valorização do esporte feminino no Brasil, o MEC deve incluir na grade curricular do ensino fundamental, a disciplina de xadrez educativo. Tal atividade será feita junto às aulas de matemática por meio de problemas lógicos e torneios trimestrais, a fim de alcançar a totalidade dos alunos, dando atenção especial, bem como igualdade de participação nos torneios, às meninas. Assim, haverão mais garotas presentes nas práticas esportivas e, talvez, futuras campeãs mundias de xadrez.