A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/08/2020

Sob o ponto de vista filosófico, Platão relaciona a prática esportiva como umas das formas de ascender ao mundo inteligível, isto é, realidade na qual reside as ideias e a verdadeira felicidade. No entanto, a inserção tardia da mulher ao âmbito esportivo demonstra o descaso com o bem-estar feminino.

Por esse viés, a construção do patriarcado e a supressão dos direitos femininos as impediram de se inserirem plenamente na sociedade. Nesse sentido, Chico Buarque na canção " Mulheres de Atenas" demonstra a supremacia masculina na Grécia, obrigando as mulheres a realizarem atividades domésticas, em virtude da ausência de cidadania que as cerceavam de direito políticos e sobretudo de práticas desportivas das quais eram proibidas de verem e assistir por serem consideradas um “sexo frágil”.

Hodiernamente, o esporte não é símbolo apenas de entretenimento, mas também de representatividade, engajamento político e ascensão social. Por isso, a crescente valorização do esporte feminino representa uma gradual conquista de cidadania e direitos. Todavia, apesar disso as mulheres ainda sofrem com a falta de investimento, tendo a Copa do Mundo de futebol feminino transmitida em canais aberto no Brasil apenas em 2019.

Dessarte, é periclital que Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos humanos, órgão que tem como um dos objetivos promover a igualdade entre o sexos, realize políticas públicas de inserção feminina no esporte por meio de auxílios financeiros e parcerias com clubes para atrair investimentos e patrocinadores. Desse modo, garantindo às mulheres o acesso a felicidade platoniana e democratizando o esporte.