A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 29/08/2020

“Ordem e progresso”. Esse é o lema da bandeira brasileira, que, baseado nos ideais positivistas, crê em um país em constante avanço. No entanto, a realidade diverge da idealizada, tendo em vista que há impasses na valorização do esporte feminino. Destarte, são necessários caminhos para o combate da problemática, visto que a falta de investimentos governamentais e os esteriótipos de exclusividade masculina corroboram para os desafios enfrentados para a maior relevância dos desportos das mulheres  no Brasil.

Primordialmente, em 1988, a Assembléia Nacional Constituinte, no governo de José Sarney, promulgou a Constituição Federal Cidadã, tendo como garantia fundamental diversos direitos, entre eles, o acesso ao esporte. Entretanto, o próprio Poder Estatal fere a legislação, já que não há a estrutura necessária para o incentivo e introdução da população feminina às atividades esportivas. Por consequência, esse grupo é impedido de treinar, o que resulta na exclusão das meninas nos desportos. Dessa forma, as Esferas Governamentais ao negligenciarem esses estímulos, inibe uma maior relevância dessas práticas em território nacional.

Outrossim, Paulo Junio, baixista da banda “Sexta Raça”, diz que: ”há tantas possibilidades, mas algumas pessoas seguem padrões e estereótipos construídos em cima de conceitos muito limitantes”. Nesse sentido, essa citação pode ser relacionada com a realidade brasileira, isso porque há esteriótipos que julgam os esportes como algo exclusivo do gênero masculino, ignorando a participação feminina. Por conseguinte, essa rotulação desestimula e atrapalha a introdução de mulheres talentosas à práticas desportivas, dificultando sua valorização. Dessa maneira, os pré julgamentos instaurados inibe a relevância dessas atividades em âmbito nacional.

Em suma, são necessários caminhos para o combate desses impasses. Para tanto, urge que o Ministério do Esporte amplie os investimentos no âmbito feminino, por meio da realização de projetos esportivos para mulheres, para que mais talentos sejam estimulados a serem inseridos nessas práticas. Concomitantemente, os veículos midiáticos devem promover campanhas sobre os desportos feminino, utilizando-se de posts nas redes sociais, como o Facebook e o Instagram, cm o intuito de eliminar os preceitos enraizados de exclusividade masculina nesse setor. Desse modo, o Brasil poderá ter uma maior valorização das atividades desportivas dessa comunidade, além de convergir com o ideal de “Ordem e progresso”.