A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 30/08/2020
A Constituição de 1988, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito no que diz respeito à valorização do esporte feminino no Brasil. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado histórico e cultural e a lenta mudança na mentalidade social.
É possível interpretar adequadamente as ações coletivas, por meio de entendimento dos eventos históricos, nesse sentido, observa-se que a mulher sempre foi vista como inferior e esteve em segundo plano, com pouca ou nenhuma participação social. Comprova-se isso, pelo fato de elas poderem exercer direitos políticos e participar efetivamente de todas as práticas esportivas muito tempo depois dos homens. Esse cenário, corrobora a ideia de que elas são vítimas de um legado histórico-cultural. Apesar de, no últimos tempos, o público feminino ter avançado e alcançado inúmeras conquistas, no que diz respeito aos seus direitos, ainda está distante de uma sociedade igualitária.
Em consequência disso, temos a questão da lenta mudança na mentalidade social, que intensifica o problema. Uma vez, que, as pessoas crescem inseridas em um contexto social injusto, a tendência é adotar esse comportamento, por isso, segundo Durkheim, o fato social, é a maneira coletiva de pensar e isso acaba dificultando a questão. O que torna importante que se busque maneiras de trabalhar esse processo de transformação.
Torna-se evidente, portanto que os caminhos em prol da valorização do esporte feminino no Brasil, apresenta entraves que necessitam ser revertidos. Para que isso ocorra, o MEC deve desenvolver palestras e debates em escolas, a serem webconferenciados nas redes sociais desse órgão, que discutam a respeito do legado histórico e a importância da participação feminina em todos os setores da sociedade, inclusive no esporte, relacionando-o com os problemas atuais, para que a questão seja compreendida em sua totalidade e possa proporcionar mudanças.