A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 03/09/2020
No mundo contemporâneo a discussão referente a valorização do esporte feminino vem ganhando notoriedade, porém contrasta com uma realidade diferente.Tal fato está relacionado não só a enorme diferença das condições ofertadas, principalmente no futebol, mas também a desvalorização da mulher no corpo social.
Em primeiro lugar, vale destacar o filme ‘‘Ela é o cara’’, em que a protagonista finge ser um menino para conseguir entrar no time de futebol de sua escola, já que com o preconceito, era impedida, similarmente, nos dias atuais, esse esporte ainda é dominado majoritariamente por homens, excluindo as mulheres de posição de destaque. Com isso, a jogadora Marta, considerada a ‘‘rainha do futebol’’, a maior artilheira da seleção, passando até mesmo Pelé, e ganhadora de 6 bolas de ouro, com uma enorme contribuição para o esporte, jogou a copa de 2019 com chuteiras sem patrocinadores como forma de protesto a desigualdade de gênero.Dessa forma, evidência a discrepância nas condições que são vivenciadas como forma de desprestígio do feminino no esporte.
Soma a isso, na Grécia Antiga tinha-se o juízo que a mulher era um ‘‘homem incompleto’’, com fraquezas e limitações que a impedem de exercer a cidadania total. Tendo em vista que essa ideia de inferioridade feminina ainda reverbera na sociedade, quando mulheres atingem bons números são questionadas, passando até mesmo, por testes de feminilidade, como ocorreu com a atleta Caster Semenya que passou por esses exames, que foram humilhantes e invasivos. Desse modo, a subvalorização da mulher nos esportes é um dos reflexos dessa sociedade patriarcal em pleno século XXI.
Portanto, ao considerar o cenário atual, cabe aos meios de comunicação - televisão, internet e rádio - promover a visibilidade dessas atletas, por meio da transmissão de suas competições, que trará até mesmo, à atenção de possíveis investidores.Consequentemente,irá influir na representatividade e na ruptura da hegemonia masculina no esporte.