A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 08/11/2020

Em 1932 mulheres brasileiras conseguiam o direito ao voto, o que parecia o fim do patriarcado tornou-se apenas o início da luta feminina por igualdade. Tal conquista ainda não é suficiente comparada ao preconceito vivido por inúmeras brasileiras, especialmente atletas. Essas profissionais lutam todos os dias para serem reconhecidas, e em vez disso são cada vez mais desvalorizadas no esporte nacional, devido a falta de igualdade de gênero no país, o forte machismo dentro da área e a falta de apoio televisivo.

Primeiramente é importante ressaltar as incontáveis décadas em que mulheres foram subjugadas, oprimidas e reduzidas às tarefas do lar.  Infelizmente, a repressão contra essa minoria ainda persiste e  abala especialmente atletas, por ser um ambiente predominantemente masculino. Não sendo suficiente, a posição do Brasil de nonagésimo quinto país na igualdade de gênero, segundo pesquisas da Organização das Nações Unidas , é ratificada pela televisão brasileira, como Globo e SBT, canais que em suas programações é de fácil percepção a exibição majoritária de jogos masculinos.

Em sequência, têm-se também a falta de reconhecimento destas, sendo comum encontrar relatos de muitas que sofreram por serem consideradas inferiores. Como por exemplo no filme " Ela é o cara", o qual narra a história de uma jogadora expulsa de seu próprio time por “não ser qualificada”, levando-a  a fingir-se de homem para que assim pudesse ser aceita. Esse filme, apesar de não trazer uma visão mais crítica, mostra com clareza o preconceito vivido por milhares de atletas brasileiras diariamente ao serem consideradas incapazes.

Em síntese, conclui-se que a falta de igualdade de gênero no ambiente esportivo brasileiro é muito presente e ainda ratificada pelas grandes emissoras de TV. Por isso cabe ao Sistema Legislativo brasileiro, por meio de acordos com o Sistema Executivo, sancionar uma lei de gênero para a mídia de esporte nacional, a qual deverá garantir que 50% dos jogos exibidos por grandes canais, como Globo, SportTV e SBT, sejam femininos. Para que assim, as mulheres dêem mais um passo na sua luta por igualdade e o esporte feminino brasileiro seja devidamente valorizado.